playlistinha - momentos

  • Ouça o seu silêncio

30 de novembro de 2009

Em determinado ponto da existência, algumas pessoas resolvem relacionar felicidade a um grau de adrenalina. E, entrando sem aviso na casa onde mora o perigo, enganam-se achando que aquela dor no estômago é sinônimo de "estar vivo".

E a casa onde mora o tal perigo é muito bem arrumada e atraente. Principalmente aos olhos daquele apegado a sonhos e utopias. Porque na verdade pra ele pouco importa o que as coisas são e sim como ele as vê. "Eu quero que o encontro com você seja mágico e lindamente recíproco, e automaticamente luzes coloridas pairam no céu, que somente eu vi, claro." É assim, damos às coisas e possivelmente às pessoas a cor que para nós é mais confortável.
E é aí que mora... isso, você pode imaginar.
Porque todo delírio tem breves períodos de lucidez, acredito eu que por um instinto de sobrevivência. Duram pouco, normalmente pouco, e ou trazem calma ou desespero. Aí vai depender se a realidade é mais ou menos fértil que a sua imaginação. (me permita rir um pouco aqui, meu lado sádico)

Não sei se é saudável essa "máscara" que damos ao mundo. Mas sei que, se ela nos inspira também nos arrisca. Nos faz fazer papel de bobos, nos permite viver coisas que nao faríamos "conscientemente". E, por fim, nos protege de ver a cara de alguns monstros, pra que possamos continuar acreditando que esse filme sem diretor na nossa cabeça, às vezes pode ser encenado.

Nem tudo é bom nem tudo é mau. Tá, ok, mas nunca se fica no meio neste quesito. É bom com pitada de mal e mal com nuaces de bom. 
E o que eu espero de você não representa necessariamente o que você está disposto a me dar.
E olha que descoberta impressionante.
Me contaram que não somos Deus. Nossa singela e audaciosa imaginação não tem o poder de transformar. Agora, qual poder tem, hum... alguém?


30 de outubro de 2009

Disse Zélia Duncan às 13h09 doa dia 29 de outrubro em seu Twitter. E eu torço tanto para que isso faça sentido. 



"Os piores fantasmas são os de carne e osso! Como pesam, não? É maravilhoso descobrir que muitas dependências são pura ilusão."


Penso aqui, com a bola de gude na garganta: A ilusão de dependência é uma prisão tão violenta que só consegui chorar ao ler isso. Porque o louco está no fato de ser triste a dependência e ao mesmo tempo triste a tomada de consciência de ser uma ilusão. é quase como um perder o chão para algumas pessoas. Devia ser libertador. Mas quem disse que a liberdade nnao é doloridamente a aceitação de não ser necessário. em termos.

22 de outubro de 2009



Eu tenho a pressa certa, aquela que liberta.

18 de outubro de 2009

Uma azia queima o estômago, ilustrando um desespero interno. Ainda ontem achava que sabia o exato motivo que apertava a garganta. A razão da suposta infelicidade parecia clara. Quando um momento de maior solidão confundiu os pensares e tirou os pés do chão. Aquilo que queria e sabia ser o que traria calma tornou-se o maior desassossego, palavra grande e cheia de curvas, por onde vagam os pensamentos buscando a chave da jaula que protege o medo. O medo trancado do lado de dentro não assusta nem deixa sair. Não adianta chegar agora até aqui. Ficar batendo na porta sem parar. Insistindo para entrar. Por mais que quisesse abrir, não conseguiria. Já não é mais, embora não tenha deixado de ser. A certeza que existia em querer deixar entrar se corroeu em ferrugem esperando. Cada porta batida na cara desfigurou o meu torpor. Teu ruim foi tão valente que curou meu cego amor. Ainda que queira voltar um ou dois capítulos atrás, a história correu sem roteiro, mesmo sem final aparente, mesmo sem cena envolvente, deixando claro o enredo. Tragédia disfarçada de comédia romântica. Sem rima não dá pra acabar, por isso vou ter que mudar. Um final que começou em desejo, reconhece lá nos créditos, da ultima pessoa que viu, um real e triste bocejo. Ainda acho a coisa brega, não consigo arrematar. Queria contar um sentimento, mas como todos os nossos beijos, melhor mesmo é adiar.

A vida tornou-se insignificante. Não, não a minha.

Você vê a foto de um e é como se visse a de todos.
As posições se repetem. E sorrisos são os mesmos.
Na TV, histórias de dores, de amores, são as deles.
Mas poderiam ser as minhas sem muitos esforços.
Eu, você e qualquer um somos desnecessários aqui.
Tento um verso simétrico para explicar o que sinto.
Quando percebo uma angústia desmedida chegando.
Angústia por perceber a falta de sentido que é viver.
Numa vida que já não se justifica mais pelas pessoas.
O que há em torno de mim diz o q sou ou o que sinto.
Precisei suprimir um "ue" para caber em uma linha.
Assim como vamos precisar deixar de ser ou querer.
Para caber num mundo onde qualquer coisa é nada.

16 de outubro de 2009

Acho que foi alarme falso. Não morri, obviamente. E também ainda não senti vestígios da felicidade.

Fora isso, acabo de passar por uma situação estranha. Ok, isso não devia ser novidade pra mim, tudo que me circunda é costuma ser ou se tornar estranho.
Um senhor pediu uma informação e eu dei. Passando algumas horas, vejo que ele ainda está sentado na sala da recepção, paro e pergunto: Nossa, ainda não vieram lhe atender?
Ele olha como se não fosse com ele, e vira o rosto. Contrariando meu usual comportamento, que seria sair de fininho constrangida, insisti e repeti a pergunta, olhando bem para ele. De novo, ele me olha e vira a cara, como se eu não estivesse ali.
Eu só não desconfiei que de fato tinha morrido no post anterior, pq outras pessoas na sala me olhavam como se não acreditassem no que estavam vendo.
Voltei pra minha salinha com aquele sentimento básico de peixes: vontadinha de chorar, como se tivesse sofrido rejeição. 
Ah como queria que coisas insignificantes fossem de fato insignificantes. 
Mas vamos combinar que tem cada ser esquisito neste mundo, tem.

vou tomar um café.

14 de outubro de 2009

Estou prestes a morrer. Ou prestes a ser feliz.
Resolver algumas pendências só snao possíveis em iminente morte ou felicidade.

1 de outubro de 2009

28 de setembro de 2009

palavras nunca antes ditas. num esforço constante de arrebatar. ao passo que o tempo anda, vai ficando claro a impotência de um amor assim.

e perceber que o que significava tudo pode se dispersar no vento.
e pergunta o verdadeiro valor do que dói. 
faz o quê com a falta que faz? 
diz o quê pra vontade?
espera o quê de amanhã?
é um sentimento de vão que fica. um vão aberto, vazio. 
inútil.
e ainda assim, investiria mais sorrisos, mais bons sonhos, mais desejos.
porque não se explica bem querer. bem querer faz até coração em pedaços bater, fraco, mas bate.
e isso nunca vai se explicar. é fato. porém, apanhar do nada, por nada, sem quê nem pra quê, não faz querer menos bem o que se quer. ƒaz apenas doer em dobro.
foram palavras lindas as que produzi, pra explicar esse tudo em vc que nem eu sabia ter. palavras sentidas jogadas fora. 
Um ensaio para o silêncio que quero ser.

18 de setembro de 2009

для некоторой неизъяснимой причины, она имела сердце быть заключенным в турьму в той страсти, что было хорошо и неудачи в тоже время


om wat onverklaarbare reden, had zij het hart dat in die hartstocht wordt gevangengenomen, wat goed tezelfdertijd

pour une certaine raison inexplicable, elle a fait emprisonner le coeur dans cette passion, ce qui était bon et le mauvais en même temps

per una certa ragione inspiegabile, ha avuta il cuore incarcerato in quella passione, che cosa era buon e Male allo stesso tempo

for some inexplicable reason, she had the heart imprisoned in that passion, what was good and bad at the same time

por una cierta razón inexplicable, ella hizo el corazón encarcelar en esa pasión, cuál era bueno y malo al mismo tiempo

Por uma razão inexplicável, escolheu silenciá-lo. o que era mal vencia o bom. e experimentava uma nova tendência... parar de remar contra a maré.


16 de setembro de 2009

Passeando pelo blog do Canback, achei este que vai bem para o momento. Não tive dúvida, tomei emprestado. E faço delas as minhas...


Se vai tentar
siga em frente.

Senão, nem começe!
Isso pode significar perder namoradas
esposas, família, trabalho...e talvez a cabeça.
Pode significar ficar sem comer por dias,
Pode significar congelar em um parque,
Pode significar cadeia,
Pode significar caçoadas, desolação...
A desolação é o presente
O resto é uma prova de sua paciência,
do quanto realmente quis fazer
E farei, apesar do menosprezo
E será melhor que qualquer coisa que possa imaginar.

Se vai tentar,
Vá em frente.
Não há outro sentimento como este
Ficará sozinho com os Deuses
E as noites serão quentes
Levará a vida com um sorriso perfeito
É a única coisa que vale a pena.
*Charles Bukowski

11 de setembro de 2009

"pão com manteiga e café antes de ir pra beira do mar". 

Sensação louca que tive agora. 
Acho que daria pra representar alguns sentimentos com essa frase.

8 de setembro de 2009

Musiquinha sem vergonha esta concebida por Zeca Baleiro e interpretadíssima pela Isabella Taviani aqui.

Mas... Não fui eu nem Deus, não foi você, não foi ninguém...

é a alegria do malandro. Todos temos um, né.
é nessa hora que eu choro? ou dou risada?

2 de setembro de 2009

Se matava lentamente sem perceber. Jurando que não enfiaria uma faca no peito, dava a cara a tapa diariamente, e ia se enganando. Achando que nao fazia mal morrer devagar.

1 de setembro de 2009

Isabella Taviani _novo CD

Tá absolutamente linda esta música e todo o projeto da Isabella Taviani. A coisa toda de se expor naturalmente, dividindo com as passoas os processos, os dias, o trabalho, e nnao só o produto é bem coerente com a pessoa que ela transparece no palco. É quase um "passa lá em casa".

Acho bacana isso, dá uma proximidade e faz o serviço da propaganda... é mídia original.
Gostei e me surpreendi desde a primeira vez que vi.