playlistinha - momentos

  • Ouça o seu silêncio

20 de agosto de 2008

Primeira aula de francês. Não sabia que eu ia fazer francês? Tudo bem, eu mesma fiquei sabendo meia hora antes. 

45 minutos de não pensar em nada além de ès e és... Foi bom.

19 de agosto de 2008

cumpro tarefas em minutos, passo mal, penso em ir ao ambulatório e adio, porque penso, se eu for, quem me levará pra casa?

Preciso deitar no chão do banheiro. 
Quando eu morrer, promete que (não) chora?

Sorte de hoje: 
Você escapará por um triz de um problema sério.

*que novidade! orkut dando uma de mãe dinah.

18 de agosto de 2008


Uma ligação às 4h da tarde. a voz conforto do outro lado proclama: na segunda noite de setembro, dormirás na porta do Pacaembú. 


15 anos depois, nem ouso dizer não.



*a foto é vélea, porque sou vélea.

Ela não quis contar dos seus planos. Pro caso de darem errado.

Manteve silêncio e foi levando até a hora em que pudesse dizer: olhe o que fiz!
44min e 58seg do segundo tempo. Ela ia gritar: Olh... O juiz apita.
Ajoelha na grama. Essa chuva veio de onde? Do balde de água fria que Deus jogou. 

Leva contigo minha parte melhor.

Guarda, se não for usar. Mas leva.
Leva pra um dia de frio, uma noite de Lua quente, uma saudade qualquer.
Leva tentando não deixar cair. Mas se cair, diz a etiqueta:
Já é parte. E partes não se partem.
Dizem que um pedaço é sempre mais forte que o todo.
É física, área, força, resistência. Coisas assim.
Leva. E se puder, leva pra longe de mim.
Que a minha parte melhor fique longe. Assim posso esquecer que ela existe.
Leva ao menos isso de mim.
É o que tenho pra dar.
O melhor de mim.
Queira levar.

13-08-08 "que amor é esse que desordena. que entrega e recusa. que mata de querência e traduz o mundo em um sem palavras infinito. que trança as pernas e acorda engasgado. que diz as verdades que mentimos a nós mesmos. que arranca la do fundo a vontade do sempre, do sempre estar, do sempre querer, do sempre esperar, do sempre amar. e que entorpece fazendo parecer nunca acabar. que faz negar convicções e ter medo, e ter medo, e ter medo, de perder, de não ter?

que amor? pergunte-se. mas prefira não sabê-lo. não senti-lo, não precisá-lo. a menos que ele venha, cedo, tarde, um dia, caminhar ao seu lado. pra frente, pra frente. e mesmo que um minuto, pra sempre. 
Prefira os pra sempres de um minuto aos nuncas eternos."

*134 - rua D - Cemitério da Consolação

16 de agosto de 2008

13 de agosto de 2008

Forçar-se ao esvaziamento é encher-se de tentativas em vão. Mesmo que o vão seja um vazio. 

Deito, levanto. 

vazio.
deito, levanto.
vazio.
deito levanto.
encho com água.
deito, levanto.
esvazio.
e o esvazio
não é ex-vazio.
por quê?
porque tá cheio.
de vazios.
e vazio ocupa uma espaço danado.
o vazio é uma bolha que mora entre o estômago e a garganta.
é a presença da ausência presente.
Se a previsão do tempo erra,
o imprevisto é certeiro?

7 de agosto de 2008

A escuridão la fora e a chuva fria desmentem o relógio, que insiste em me dizer 16h30.

Sempre sinto dias de chuva como veículos de comunicação sem palavras. Sentei aqui pra contar coisas que você já deve saber, mas nunca parei pra dizer. Estou atrasada em alguns anos, mas talvez somente agora eu tenha dados concretos.
Um menino lindo chegou logo depois que você me disse tchau naquela rua vazia, naquela noite. E queira ou não, ele evitou alguns prantos dela. 
Uma tempestade de silêncios doloridos que duram até hoje, em alguns momentos. 
Teve de tudo, desde a incompreensão até o autoconhecimento. O mundo se inverteu e assisti a dura passagem da adolescência de mamãe. 
Enquanto eu rezava, compreendia porque tudo tinha de ser assim.
O menino meigo e cheio de um amor que não sabia de onde vinha trouxe a sobrevida excepcional àquela pessoinha que achávamos estar de vez sozinha naquele mundo onde só você entrava. 
Eu chamei isso de equilíbrio.
B se movia com o vento. Enquanto Ly(i)dias trilhavam seus caminhos. Um lindo balé em retrospectiva hoje.
Cada passo meu para fora, um dela do mesmo tamanho para dentro.
Alguns vários acontecimentos dediquei a ti. Outros, agradeci por não estares vendo. (sim, deixa-me me enganar)
Entre feridos e feridos, todos vivos. Cumprindo as lições de casa.
Cortei aquele fio com dor e prazer em iguais dimensões. Mas fiz questão de manter a dor a e alegria desaber quem sou, de onde vim.
Cara, acho que tu ia gostar de me ver hoje. Não fiz nada muito incrível ainda, mas consigo ver um balançar de cabeça teu com um sim e um não cada vez que algo de fato acontece.
E o presente que tu me destes tá aqui, no lugar que ninguém mexe.
Hoje, olhando a chuva cair, olhei pro céu e pensei: tá vendo?? Tô aqui, tentando fazer tudo quase direitinho. Acho que tô conseguindo, e melhor, sozinha. Sozinha de verdade, não fosse pela certeza de que vez que outra te sinto me espiando.
Não consegui desenvolver habilidade para negócios, como deves ter percebido nos últimos meses. Mas consertei tudo sem pedir socorro. Dei uma choradinha escondida, adimito, mas tá valendo né?
Aprendi a comer direito, mas de birra mantenho habitos felizes que me lembram você. O shape nnao nega a raça, e honestamente, não morro mais por isso.
Tento guiar B, e embora não o faça como tu, tenho me saído razoavelmente bem.
Estou longe de L, mas é incrível como penso nela todos os meus dias. E me mantenho ligada naquela tênue linha de consciência que acho que só ela entende. Ela, por sua vez, volta de vez em quando do mundo encantado, mas somente quando pessoas muito específicas solicitam. Não deixe de estar aí quando ela decidir não voltar mais, tá.
Ando pecando pela distância e ausência. Mas não consegui uma forma mais eficaz de cumpri algumas tarefas para crescer. Sei que você me entende.
Apesar de sempre parecer existir um flutuar da gente por aqui, todos estão dormindo e acordando bem, conforme o destinado. 
Tua falta se faz presente, mas nada parou como tínhamos medo, eu e tu, que acontecesse.
Eu confesso que sinto saudade de não precisar entender o mundo, mas tenho gostado de estar atenta a ele.
As contas estão todas pagas.
Nunca mais fiz salada de feijão à noite.
Comprei meu primeiro carro sozinha e não me deram nenhum brinde, desculpa.
Assisto TV com o controle-remoto em cima da barriga pra me lembrar de ti.
Monto a paciência com o baralho vermelho, mas nunca completo o jogo.
Agora gosto de sementes de girassol.
Guardo tuas moedas da sorte num lugar secreto.
Dou bronca em b e chamo L de Gigio pra elas não esquecerem.
Vibro quando vejo um 23 no final de um bilhete de loteria.
Espero o dia em que usarei tua bengala pra andar pelo sol.
Caio e levanto todos os dias.
E sorrio pra todas as pessoas, como sempre te vi fazer amigos.
Como podes ver, acho que tá tudo certo... Fizeste um bom trabalho.
Até o próximo relatório, Vô. 
beijos,
Coraçon

6 de agosto de 2008

Rogério precisa assistir à sua vida de fora para tomar decisões. Assim como faz a lista do supermercado, abrindo a porta da geladeira e observando o universo gélido. Descobre os buracos vazios e pensa com o que preenchê-los. Entre o pote de margarina e o litro de leite caberia perfeitamente um pedaço de queijo. Anota.

Todo dia, no trajeto de casa para o trabalho, sentado no ônibus, repassa o que está bem e o que não está em sua vida. Está fora de casa e, como com a geladeira, consegue ver os buracos vazios e os espaços demasiadamente preenchidos. Reorganiza seus sorrisos e suas dores. E percebe sutilmente a presença de um vidro de geléia de morango no lugar do coração. Corre para casa ao final do dia, e está lá, exposto na segunda prateleira. Pelo menos este não está faltando.                                                                        


5 de agosto de 2008

Sorte de hoje: Se seus desejos não forem extravagantes, eles serão realizados.

Extravagante? Eu? Mesmo?

Às vezes, palavras não deveriam ter extremos significados.

Embora se ouça pela vida afora que as danadas têm peso.
Declaro minhas palavras em dieta por algum tempo.
E que elas desfilem como modelos anoréxicas pela passaarela pautada.
Apenas levando (falta de) beleza às platéias voyeurs de pensamentos alheios.
Alimento minhas palavras agora com alfaces ao sol.
E que elas desandem em belas e vazias imagens. 
Apenas encantando momentos de respiro mútuo.
Leve leves palavras minhas.
.
.

4 de agosto de 2008

e a voz, como um mantra, ressoa na cabeça:
Você está no lugar errado, você está no lugar errado, você está no lugar errado, você está no lugar errado, você está no lugar errado, você está no lugar errado...

-
e eu respondo em voz alta:
Eu sei, eu sei, eu sei, eu sei, eu sei, eu sei...

-
e o universo espera:
do anything, do anything, do anything, do anything, do anything, do anything, do anything, do anything... (sim o universo é bilíngue)

-
eu eu me digo:
do anything, do anithing, do anything, do anything, do anything, do anything, do anything, do anything... (sim eu também sou bilíngue)

-
e o mantra bate o pezinho 3 vezes.

-
e compro um pacote de pipoca e me assisto no espelho